
Para onde esse vento quer me levar?
Sim, Eu já ouvi na canção que a resposta está nele
Mas por que tanta insistência em influenciar minha trajetória?
Não tenho culpa se o mar facilmente abre pra ti
E se as águas agitam perante sua presença
Gosto que não seja sempre ameno
Só assim posso valorizar um bom ar
Por sua incostância me sinto um furacão
Potencializo como você, devastando pequenos e grandes detalhes
Absorvendo-os para meu interior
Lançando para fora já o inviável
Percebo contato que dentro ou fora
No fim das contas tudo fica desvastado
Temos a mesma origem
A dos cosmos
E de lá nos alimentamos
Nosso fim me parece além do infinito
Você massacra a minha lógica
Por que tantos caminhos a seguir?
Para que tanta diversidade?
Já te sinto tão fraco
Preciso mover muitos moinhos
Para notar sua existência
Caro Vento
Em resumo, apenas te pergunto:
Jaz nos cais ou nasce nos portos?
Perdoe-me o incômodo
mas as aves não conseguem me dizer
2 comentários:
Este poema faz um dos meus estilos de escrita:leve, suave, simbólico, metafórico.Sim, eis uma característica do vento:a sua leveza que de certa forma penetra em nosso corpo ao ato de inspirar o ar atmosférico.Assim, observando pequenas formas da natureza se manifestar que vemos que a vida pode ser cada vez mais simples .Nos falta um pequeno retrocesso em nossa vivência, devemos seguir alguns dos ideais gregos:observar o belo e o bom, para assim evoluirmos como seres humanos e obtermos uma melhor qualidade de vida.
Infinitamente parabéns não só por este texto, mais por todos feitos e os que virão a serem transpostos neste blog e em toda sua vivência terrena.O conhcimento está no interior de todos nós sendo lapitado pelo nosso crescimento.E lembre-se:são raras as pessoas que conseguem vislumbrar as coisas mais simples e belas da vida!"Perceber aquilo que se tem de bom, no viver, é um dom", lembra-se?
Sucesso hoje e sempre.
Bj
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