quinta-feira, 9 de julho de 2009

O concreto tal como me parece


Paredes espessas
Parecem se fechar
Cada vez mais
Sufocado me encontro
Não por falta de ar
Mas por excesso desse
Esse velho ar que invade
Meus pulmões
E provocam reboliços no estômago
O estranho é este teto
Não me parece desabar
A chuva só cai lá fora
Aqui?
Nem indicíos de pingos
Se por ventura aparecer
serão tão secos como esse ar

Impressões na penumbra


Na penumbra
Eu podia ver, ouvir e sentir
O pulsar do tempo
Lá na sala, o relógio não me deixa esquecer
Que agora é noite
Mas depois será dia
um novo e velho dia

E assim será
enquanto puder notar
E a penumbra por inteiro
não me tomar

Comunicando-se com o vento




Para onde esse vento quer me levar?
Sim, Eu já ouvi na canção que a resposta está nele
Mas por que tanta insistência em influenciar minha trajetória?
Não tenho culpa se o mar facilmente abre pra ti
E se as águas agitam perante sua presença

Gosto que não seja sempre ameno
Só assim posso valorizar um bom ar
Por sua incostância me sinto um furacão
Potencializo como você, devastando pequenos e grandes detalhes
Absorvendo-os para meu interior
Lançando para fora já o inviável
Percebo contato que dentro ou fora
No fim das contas tudo fica desvastado

Temos a mesma origem
A dos cosmos
E de lá nos alimentamos
Nosso fim me parece além do infinito

Você massacra a minha lógica
Por que tantos caminhos a seguir?
Para que tanta diversidade?
Já te sinto tão fraco
Preciso mover muitos moinhos
Para notar sua existência

Caro Vento
Em resumo, apenas te pergunto:
Jaz nos cais ou nasce nos portos?
Perdoe-me o incômodo
mas as aves não conseguem me dizer

sábado, 4 de julho de 2009

Poesia sobre o hoje, é para o amanhã


Devo desde já
A todos avisar
O que é de hoje
é puramente informação
O nexo do hoje
está no amanhã

Eis aqui de fato
um poema-pílula
Degluti agora
Efeito depois