
Para onde esse vento quer me levar?
Sim, Eu já ouvi na canção que a resposta está nele
Mas por que tanta insistência em influenciar minha trajetória?
Não tenho culpa se o mar facilmente abre pra ti
E se as águas agitam perante sua presença
Gosto que não seja sempre ameno
Só assim posso valorizar um bom ar
Por sua incostância me sinto um furacão
Potencializo como você, devastando pequenos e grandes detalhes
Absorvendo-os para meu interior
Lançando para fora já o inviável
Percebo contato que dentro ou fora
No fim das contas tudo fica desvastado
Temos a mesma origem
A dos cosmos
E de lá nos alimentamos
Nosso fim me parece além do infinito
Você massacra a minha lógica
Por que tantos caminhos a seguir?
Para que tanta diversidade?
Já te sinto tão fraco
Preciso mover muitos moinhos
Para notar sua existência
Caro Vento
Em resumo, apenas te pergunto:
Jaz nos cais ou nasce nos portos?
Perdoe-me o incômodo
mas as aves não conseguem me dizer