
a gotejar no assoalho
tudo a cair
tais beldades despencam
em um vale do nada
ressonantes são seus ecos
Irreverente funcional
Mostre - a quem és
dos seus infinitos pontos
Diga-lhes quão se parece cega
Pois sua intimidade precisa do real
Não faça um descaso com seu reflexo virtual
E com a suposta progressão que ela admira
Oh belos brilhantes
demonstre sua fragilidade
a rica é pobre
pobre de véu
onde está a sua refração ideal, só tu sabes
Se preciso espelho
quebre - se nos menores cacos
junte - se a poeira estelar
mas não a corte
troque apenas seu reflexo embaçado
quem sabe assim
o som e a imagem
demonstre - a que é a mais bela
Nenhum comentário:
Postar um comentário